quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Falo Demonizado



Antes de entrar no assunto dessa postagem, primeiramente gostaria de dar uma palavrinha sobre alguns assuntos que surgiram. Primeiramente gostaria de agradecer a todos que estão acessando o blog, comentando, seguindo e encomendando. Obrigado pelo apoio e pela força. Alguns me adicionaram no msn, face ou estão me seguindo no twitter. Alguns vieram me parabenizar pela iniciativa de criar o blog, elogiaram os posts, porém alguns questionaram se eu acreditava mesmo que a visão de masculinidade poderia ser mudada. Muitas pessoas estão desacreditadas não só dos homens em específico, mas da humanidade. Se eu consegui modificar o pensamento, a forma de ver o homem, dos membros do meu coven, e se eu conseguir alcançar o mínimo de pessoas através desse blog por todo o Brasil, ou no mundo, não sei até onde minha voz pode chegar. Mas se eu conseguir ajudar três, quatro homens a se conectarem com seu Falo, a resgatarem a verdadeira masculinidade já estarei feliz, já irei me sentir satisfeito! Sentirei que fiz a minha parte em ajudar esses homens a encontrar algo que é tão difícil de ser comentado discutido hoje em dia. Ou que está restrito à apenas alguns homens.


Bem, mas vamos ao que interessa...


A relação entre o homem e seu Falo foi algo que sofreu mudanças ao longo da história. Depois de ser homenageado como o motor da vida pelos egípcios e os gregos e ser reverenciado como Deus Interior. O Falo deixou de ser visto como sagrado e passou a ser visto pela religião dominante da Era Medieval como "A Vara do Diabo", o corruptor de toda a humanidade.


Durante a Idade Média não foi só o Falo que foi demonizado, mas todo o corpo humano despido (des/pudor, sem pudor). O corpo nu, (inocente e puro) tão venerado pelos gregos e egípcios, foi apagado durante esse período da história.


O "santificado" bispo de Hipona, Agostinho, que junto com São Thomas de Aquino, foi o principal pensador de sua época, via o corpo como uma maldição. E nenhuma parte do corpo era mais vergonhosa do que o Falo, que foi até mesmo oculto nas ilustrações da Idade Média.


Nesse período, que é conhecido como Idade das Trevas, o Falo se tornou obscuro pois deixou de ser o motor da vida e passou a ser o motor do pecado.Tudo que o corpo produzia era considerado impuro, a saliva, urina, fezes, suor e principalmente o sêmen e o sangue menstrual.


David M. Friedman, que no seu maravilhoso livro: Uma Mente Própria, onde trata da história cultural do Falo (ele na verdade utiliza a palavra pênis, pois não gosta do termo Falo, mas utilizo Falo, porque acho uma expressão mais sagrada do que biológica), afirma que de todos os eflúvios o mais obsceno era o sêmen e que o Falo era a gargaleira poluída através da qual ele emergia.


Friedman ainda afirma:




"A idéia cristã da gargaleira poluída foi um esforço para defenir o que não
podia ser definido, para entender a lei universal por trás da relação do
homem com seu Falo (escrito originalmente utilizando o
termo pênis) e as questões de 'controle' que levantava. Um homem
pode manter a virilidade em suas mãos, mas quem está, de fato, segurando o
quê? É o Falo o melhor no homem - ou o bestial? É o homem que controla seu Falo
ou seu Falo que o controla? Como deve usá-lo? E quanto ao abuso? De todos os
órgão físicos, somente o pênis obriga o homem a enfrentar tais condições:
algo insistente, ainda que relutante, ocasionalmente poético, outras vezes
patético; uma ferramenta que cria, mas também destrói; uma parte do corpo que,
com frequência, parece separada do corpo. Este é o enigma que
torna o Falo herói e vilão em um drama que molda todo homem. E a
humanidade."





Estou lendo um livro de Margaret Alice Murray, chamado O Deus das Feiticeiras, e ela diz algo que me fez refletir: "O Deus da Religião Antiga passa a ser o Diabo da nova." E com o Falo foi assim, ele era adorado na Antiga Religião venerado como ícone de fertilidade, criatividade, o elo entre o homem e o sagrado que proporcionava não só um êxtase físico mas também um êxtase espiritual. Passa a ser visto pela Nova Religião como a imagem do mal.

A imagem da virgem intocada era vista como santa, porque não teve contato com o Falo. Maria, segundo a mitologia cristã, concebeu Jesus, sem ter contato com um Falo. Isso a tornou santa e pura. Para a Igreja Medieval (e infelizmente continua medieval) o sêmen de Adão foi amaldiçoado pelo pecado primordial, e o pecado é transmitido de geração a geração através do sêmen. A fornicação - o sexo motivado pela luxúria era considerado um pecado mortal pelo Vaticano.



A maior parte das confissões das bruxas que foram condenadas na (nada) Santa Inquisição, confessam terem tido relação sexual com o Diabo. Era o atrativo principal de todas as confissões. Os inquisitores sempre colocavam o Falo do Diabo como ator principal das histórias das bruxas condenadas.



São Tomás de Aquino, em Quaestiones Quodlibetales e na Summa Theologica, diz que o Diabo tomava forma de uma mulher sedutora, que seduzia os homens para para obter seus sêmens e depois usava o sêmen roubado para fecundar uma mulher. Pode parecer absurdo hoje ao nossos olhos, mas os inquisitores tomavam isso como absoluta verdade. Aquino foi que mais contribuiu para a demonização do Falo.



Porém mesmo no auge da influência de Aquino, teve um Falo que permaneceu "sagrado". Esse Falo não contribui para o pecado original, nem servia como ferramenta para o Diabo. Foi o Falo de Jesus. Que a Igreja nega que tenha tido qualquer tipo de relação sexual. O deixando puro, santo.



Infelizmente a influência de Agostinho e de Aquino, ainda vive na nossa sociedade atual. Ainda vive na relação entre o homem e seu Falo. O Falo ainda é visto como a Vara do Diabo. Como algo sujo, poluidor. E o sexo é visto como pecado. Uma mulher para ser pura tem que ser virgem - não ter contato com o Falo. E um homem para ser santo (padre), não pode utilizar seu Falo. Tem que se abnegar de sua ligação com o sagrado, com seu Deus Interior.



O sêmen perdeu seu valor de poder fertilizador, não só da mulher, mas também da terra. O homem deixou de valorizar seu Falo e ver seu sêmen como sagrado, a partir dos pensamentos agostinianos e aquinianos, nos afastamos da verdadeira masculinidade. Nos afastamos do motor da vida - O Falo, e nos aproximamos do motor do pecado - A Vara do Demônio. Deixando de cuidar, e de se relacionar verdadeiramente com seu Falo. Deixando de viver o verdadeiro significado do que é ser HOMEM.







De: Natan Brith







Fontes: FRIEDMAN, David M. - Uma mente própria: A história cultural do pênis, Rio de Janeiro: Objetiva, 2002







MURRAY, Margaret Alice - O Deus das feiticeiras, São Paulo: Gaia, 2002 (Coleção Gaia Alemdalenda)




quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que é Falo?


Falo, genéricamente pode ser definido como o pênis ereto. Etimológicamente tem origem latina e grega - Phallus. Porém seu significado tanto dentro da religião como dentro da psicanálise é mais profundo. E muitos homens não procuram penetrar nesses seus mistérios, em busca de autoconhecimento e de contato com o Sagrado.
Eugene Monick autor do livro Falo - a sagrada imagem do masculino, afirma em sua obra que os homens precisam compreender melhor seu gênero e a sua sexualidade. Que mesmo vivendo em um mundo patriarcal os homens não compreendem a base da identidade masculina natural e espontânea.
O Falo, o pênis ereto, é o emblema de masculinidade é através dele que a masculinidade é definida. O Falo é o ponto de referência do homem. Eugene Monick diz:


" Fortaleza, determinação, eficácia, penetração, avanço, dureza, força, tudo
isso é efetivado pelo falo. O Falo é a marca fundamental da masculinidade, seu
selo, sua impressão. A ereção aponta para uma poderosa realidade interior que
funciona no homem e que não está totalmente sob seu controle."(pg. 10)



A grande maioria dos homens, não possuem consciência da importância de seu Falo. Não o valoriza e não o reconhece como sagrado. Alguns podem até encarar esse assunto com estranheza. Porém é uma realidade! O homem utiliza do Falo para se definir como homem. Muitas vezes dá nomes para seu Falo, conversa com ele. Mesmo inconscientemente, está criando uma relação com seu Falo, estabelecendo assim uma conexão com seu deus interior.
Eugene afirma:


"O Falo é a autoridade subjetiva para o homem, e objetiva para aqueles que
entram em contato com ele. Isso é o que torna o Falo arquetípico. Nenhum homem
tem de aprender o que é Falo. Este se apresenta a ele, como um deus o faria.
(...) Os homens necessitam de conhecer sua fonte de autoridade e a respeitar seu
símbolo sagrado. O Falo abre a porta para a profundidade masculina."(pg. 10)



O Falo, além de ser o ponto forte do homem, fonte de sua autoridade, força e determinação, a lança do caçador, a espada do herói, é também seu ponto mais sensível. Que homem não se sente ferido quando alguém fala mal de seu Falo? Que é pequeno ou impotente. Isso porque sente sua masculinidade, sua confiança sua força diminuida, se sentem castrados. Os homens sofrem quando sua identidade fálica é ameaçada, independente da idade, todo homem se sente afetado.
Eugene Monick questiona:


"Qual é a razão pela qual a diminuição da masculinidade é igualada à perda do
órgão sexual masculino, enquanto a obtenção da masculinidade é equacionada ao
seu uso ativo? A questão nos traz mais perto da qualidade reveladora do Falo. O
psiquismo emerge: o Falo é portador da imagem masculina de deus que o macho traz dentro de si." (pg. 17)



Se o Falo é a imagem de deus dentro de nós, homens. Como você
tem tratado seu deus interior? O homem, costuma a não cuidar de sua saúde e da sua higiene como a mulher. Porém isso não tem relação com a natureza do Falo, mas sim, algo que nos foi imposto por uma sociedade patriarcal e machista, em que o homem não pode ser vaidoso, não pode cuidar de sua aparência, de sua imagem. Em sociedades primitivas, como os indígenas brasileiros, os homens se banham todo dia, se pintam, se enfeitam com penas coloridas, possuem seus rituais e cuidados estéticos. Então chamar um homem "porco" de "homem das cavernas" não é totalmente certo, pois até nas cavernas os homens se pintavam e cuidavam de sua imagem, afim de parecer mais atraente para a fêmea.

Starhawk em seu célebre livro, A Dança Cósmica das Feiticeiras, afirma:



"Se o homem tivesse sido criado à imagem do Deus Galhudo,
estaria livre para ser indomado sem ser cruel, irado sem ser violento, sexual
sem ser asexuado e capaz de amar verdadeiramente."
Ou seja, se o homem fosse criado em uma sociedade que permitisse a ele entrar em contato com seu Falo, com a verdadeira masculinidade, não haveriam tantas guerras de egos entre superpotencias mundiais, que querem que seus Falos sejam mais inflados do que os outros. O que é contra a natureza. Pois o Falo eternamente rígido é inconviniente e desconfortável para a vida diária do homem. Causando o priapísmo, uma doença dolorosa em que o homem fica em uma ereção permanente sem prazer, sem estar verdadeiramente excitado. É assim que o patriarcado se encontra totalmente rígido sem oferecer aos homens e principalmente as mulheres, o verdadeiro prazer.

Um Falo real e saudável tem que ser flexível. Eugene Monick diz:



"A ressureição do Falo tem a ver com a capacidade do membro
masculino da voltar à vida, vezes sem conta, depois da derrota da morte." (pg.
18 e 19)
Está é a explicação para as mitologias relacionadas as divindades masculinas como Osíris, Tamuz, Adonis e até mesmo Jesus, que passam por um período de morte e de regeneração, assim como o Falo.


"Cada vez que o Falo explode em orgasmo ele morre. Energia jorra pelo Falo como
fonte de vida com grande excitação, e seu tempo acaba."
Ou seja após o Deus cumprir seu papel de fecundar a Terra de jorrar sua energia fertilizadora, seu sêmem, para que a vida pemaneça ele morre. E depois de um tempo em repouso, renasce para que a vida possa ser mantida novamente. É assim os ciclos anuais do Sol. O Sol Nasce no Soltício de Inverno, fica forte na Primavera, chega ao seu ápice no Verão (orgasmo) e começa a morrer no Outono.

Em muitas espécies na natureza como as aranhas viúvas negras e gafanhotos, a fêmea devora os machos após a fecundação, pois o macho já cumpriu seu dever natural de fertilizar a fêmea para manter a espécie. Claro que isso não se aplica a espécie humana (por favor não queremos ser devorados pelas mulheres), pois em nossa sociedade atual, onde há uma super população não precisamos sair por aí fertilizando todas as mulheres que encontrarmos pela frente. Não obstante, temos que nosso dever de doar energia para a Terra, e podemos fazer isso através da Masturbação Sagrada, que falarei sobre isso num próximo post.

A natureza do Falo é extrovertida, diferente da Yoni (vagina) que é um órgão interno. "O Falo se levanta, como se para ser notado."

Porém muitos homens possuem vergonha de seu órgão definidor, escondendo sua fonte de autoridade e de poder, não expondo sua genitália, sua sexualidade, seu deus interior. E utilizando de uma forma negativa de expor seu Falo, substituindo o Falo por autoritarismo, superioridade, domínio sobre as mulheres, riqueza, heroísmo, competitividade em demasia e inflexibilidade. Dessa forma a lança do caçador, a espada do heroí, se torna uma arma que é usada para subjulgar os mais fracos, estuprar, dominar e fazer guerras.

Tudo isso ocorre por culpa de nossa sociedade que não permite ao homem expor sua verdadeira masculinidade, não permitindo que o homem penetre em seus mistérios. O homem só expõe o falo em vestiários e banheiros e mesmo assim evita expor uma ereção para não ser visto como homossexual. Nos deparamos assim com um paradoxo, a necessidade de esconder aquilo que exige ser mostrado.

Que homem conversa com outro a respeito de seu Falo? Sobre suas dúvidas, seus medos? Um homem pode compreender melhor outro. Compartilhando entre si suas experiências, suas feridas, fraquezas e vitórias.

Para isso acontecer é necessário que se crie círculos masculinos que tratem sobre assuntos relacionados ao Sagrado Masculino.

Espero que esse blog ajude aos homens a pensar em seu verdadeiro papel na sociedade, curar suas feridas e mudar o pensamento que nos foi imposto por anos de patriarcado cristão.

E termino o post com uma pergunta para reflexão de todos:

Como você trata seu Falo, seu deus interior? Você usa sua lança, sua espada para o benefício própio e de sua comunidade, ou utiliza como arma para subjulgar os mais fracos e ganhar falsa autoridade?

Que o Senhor do Falo Sagrado esteja com todos e que o Senhor Selvagem os guie em direção ao verdadeiro significado de ser HOMEM!


Fontes: MONICK, Eugene - Falo, a sagrada imagem do masculino

São Paulo: Edições Paulinas, 1993, - (Amor e psique) - Super recomendo a qualquer homem que busca o autoconhecimento.


STARHAWK - A Dança Cósmica das Feiticeiras

Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 1997.


sábado, 6 de novembro de 2010

Minha Jornada ao Sagrado


Olá! Nesta primeira postagem, gostaria de me apresentar e de um falar um pouco sobre minha história e como me deparei e como foi minha busca pelo Sagrado Masculino.


Meu nome é Natan, sou pagão, e sacerdote de um coven de Santos-SP, chamado Amantes de Ísis, cujo além de sacerdote tenho a honra de ser um dos fundadores. Porém já antes da fundamentação do coven quando eramos apenas um grupo de estudos me deparei com essas palavrinhas que me deixaram cismado: Mistérios Masculinos.


Por ser homossexual fiquei inicialmente receoso de que fosse algo sexista, separacionista e machista. Mas sendo homossexual, sentia falta de algo que trabalhasse meu animus (energia masculina que todos possuímos, independente de sexo ou opção sexual), pois a Wicca acabou se tornando uma religião voltada apenas para o feminismo, fazendo que me voltasse e me conectasse apenas com a energia da Deusa, trabalhando assim minha anima (energia feminina).


Quando descobri que dentro do paganismo há um trabalho voltado para o homem (coisa que só via para as mulheres, já que dentro do grupo as mulheres tinham reuniões separadas que tratava dos Mistérios Femininos, onde aprendiam a honrar seus ciclos menstruais), em busca da verdadeira masculinidade, e isso independe de opção sexual.


Fui atrás de aprender o que era o Sagrado Masculino. E não foi fácil! Me deparei com pessoas que restringiam o acesso aos Mistérios Masculinos apenas as pessoas faziam parte de seus covens, e até pessoas que classificavam isso como "balela". Na internet o conteúdo era quase inexistente. Mas eu busquei, busquei com a paciência de um caçador e com a força de um guerreiro, e a Deusa me ajudou a ouvir o chamado de seu consorte e como encontrá-lo colocando pessoas no meu caminho que me ajudaram a compreender o que é ser HOMEM. Pessoas como minha sacerdotisa que muito me orgulha pelo trabalho que possui com o Sagrado Feminino, e esse resgate lindo dos Mistérios do Sangue. Foi nela que me inspirei e tive forças para buscar proporcionar para os meninos do grupo o mesmo que ela proporcionava para as meninas. E tive uma grande companheira nessa caminhada, que me incentivou o tempo inteiro, que me ajudou atrás de material que falasse sobre o assunto. E digo que se hoje tenho o conhecimento que tenho, e se consegui construir esse trabalho que pretendo compartilhar nesse blog, não é apenas mérito meu, mas também dessa mulher que chamo carinhosamente de Babi Guerreiro, que esteve ao meu lado o tempo todo me aconselhando e aguentando meus surtos e brisas. E mais do que tudo tenho que dizer OBRIGADO, primeiramente aos deuses por ter me guiado, e depois a Babi Guerreiro, por todo o apoio.


Depois de ler muito sobre o assunto, em livros que tratavam não só de paganismo, mas sobre psicologia masculina, passei a fazer vivências, e a desenvolver um trabalho de resgate da verdadeira masculinidade. E por ter me deparado com tantas dificuldades e com tanta falta de informação do que se diz respeito do resgate da verdadeira masculinidade decidi escrever esse blog, para ajudar aos homens a se encontrar. Por que há tanto conteúdo para as mulheres e para os homens não? Não foram apenas as mulheres que possuem suas feridas causadas pelo patriarcado, nós homens também possuímos nossas feridas e devemos voltar a nossa atenção para elas. E isso não deve ficar restrito apenas aos círculos fechados deve ser compartilhado para que todos os homens possam se voltar para o Sagrado.
Natan Brith